“Sai! A porta está aberta” - dizia eu enquanto uma lágrima forçava para sair. Foi a maior dor que senti até hoje. Desejei mais que tudo que naquele momento tu negasses, dissesses que não, que nada te puxava para fora, que nada fazia sentir-te bem do lado de lá da porta. O que a minha boca dizia, não era com todas as certezas que tenho, o que o meu coração queria. Mas naquele momento queria ir-me a baixo, queria chorar, queria gritar, queria sofrer, sozinha. Queria que me deixasses de vez, que não me magoasses de novo, pois ser magoada mais uma vez ia ser mau de mais e então reagi da forma mais impensável possível. Fiz com que me abandonasses, desta vez era eu que estava a fazer-me sofrer. Era preferível sofrer por culpa própria do que sentir que mais uma vez tivera sido magoada. Assim custaria menos, pensava eu irracionalmente. Repeti a minha frase mais uma vez, desta vez num tom mais baixo caindo uma lágrima, baixei a cabeça pois não queria que visses e foi então que comecei a pensar em tudo o que passámos juntos. Os passeios, os risos, as gargalhadas em praça pública, os abraços, as palavras lidas nos lábios de cada um como o “amo-te” que parece ter perdido sentido com o passar do tempo, as brincadeiras de meninos de 5 anos que não nos envergonhávamos de ter. Lembrei-me de tudo, e de tudo o que me lembrei tu estavas lá, tu o teu e o meu sorriso. E depressa o meu pensamento voltou à realidade e estávamos de novo juntos mas desta vez comigo a chorar, sem te olhar nos olhos, sem coragem de o fazer. E quando as palavras já nem eram pensadas nem ditas tu destes passos e eu senti que acabara ali e que poderia chorar à vontade. E podia, pois tu vieste até mim e mostraste-me que eu estava certa, que para lá daquela porta nada te faria feliz, nada te faria sentir bem, mostraste-me um amo-te verdadeiro deixando-me chorar à vontade e sem me deixar desta vez, ficando comigo ouvindo cada uma das minhas preces.
domingo, 5 de junho de 2011
and the last one ♥
“Sai! A porta está aberta” - dizia eu enquanto uma lágrima forçava para sair. Foi a maior dor que senti até hoje. Desejei mais que tudo que naquele momento tu negasses, dissesses que não, que nada te puxava para fora, que nada fazia sentir-te bem do lado de lá da porta. O que a minha boca dizia, não era com todas as certezas que tenho, o que o meu coração queria. Mas naquele momento queria ir-me a baixo, queria chorar, queria gritar, queria sofrer, sozinha. Queria que me deixasses de vez, que não me magoasses de novo, pois ser magoada mais uma vez ia ser mau de mais e então reagi da forma mais impensável possível. Fiz com que me abandonasses, desta vez era eu que estava a fazer-me sofrer. Era preferível sofrer por culpa própria do que sentir que mais uma vez tivera sido magoada. Assim custaria menos, pensava eu irracionalmente. Repeti a minha frase mais uma vez, desta vez num tom mais baixo caindo uma lágrima, baixei a cabeça pois não queria que visses e foi então que comecei a pensar em tudo o que passámos juntos. Os passeios, os risos, as gargalhadas em praça pública, os abraços, as palavras lidas nos lábios de cada um como o “amo-te” que parece ter perdido sentido com o passar do tempo, as brincadeiras de meninos de 5 anos que não nos envergonhávamos de ter. Lembrei-me de tudo, e de tudo o que me lembrei tu estavas lá, tu o teu e o meu sorriso. E depressa o meu pensamento voltou à realidade e estávamos de novo juntos mas desta vez comigo a chorar, sem te olhar nos olhos, sem coragem de o fazer. E quando as palavras já nem eram pensadas nem ditas tu destes passos e eu senti que acabara ali e que poderia chorar à vontade. E podia, pois tu vieste até mim e mostraste-me que eu estava certa, que para lá daquela porta nada te faria feliz, nada te faria sentir bem, mostraste-me um amo-te verdadeiro deixando-me chorar à vontade e sem me deixar desta vez, ficando comigo ouvindo cada uma das minhas preces.
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