Como se agradece aquelas pessoas que fazem tudo por nós mesmo quando pensamos que já nem elas nos amam? Gostava de conseguir dar um obrigado tão grande quanto a força que tu tiveste para neste curto espaço de tempo nunca desistir de mim apesar das circunstâncias. Partilhei e partilho contigo coisas que só a mim deveriam dizer respeito mas que por excesso de carga emocional têm de ser partilhadas e és a pessoa ideal para isso. Hoje sei disso. Continuo fria e fraca? Sim, a vida deu-me razões para isso mas contigo eu consigo ser um pouco dócil (penso eu). Eu gosto de ti e não é como Romeu gostou da Julieta, nem como o Adão gostou de Eva. Eu gosto de ti à minha maneira e não à maneira deles. Gosto de ti deste jeito estranho que me faz ter vontade de estar contigo cada vez que me ouves, que me faz querer agarrar-te cada vez que olho para ti. Tenho medo de o dizer aos “olhos do mundo”? Muito, deixei de acreditar no sentimento a longo prazo e ainda ninguém me fez voltar a acreditar por isso aproveito o momento, o agora porque o depois dependerá dele. Não preciso de dizer que te amo à frente da multidão, tu sabes que o sinto. Não preciso que as pessoas saibam o quanto é forte o que sinto por ti, preciso que tu saibas e que me abraces cada vez que eu necessitar, que me acolhas nos teus braços quando eu nem precisar de dizer como estou. Não vou dizer que és o perfeito, o ideal, o para sempre pois para mim nada disso existe, nada disso é credível. Posso sim dizer que neste momento para mim és o melhor. Quando dás parte de ti para me ajudar, estar comigo, fazer-me rir nunca esperas nada em troca e é disso que eu preciso neste momento. quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Muito mais que um "obrigado" ♥
Como se agradece aquelas pessoas que fazem tudo por nós mesmo quando pensamos que já nem elas nos amam? Gostava de conseguir dar um obrigado tão grande quanto a força que tu tiveste para neste curto espaço de tempo nunca desistir de mim apesar das circunstâncias. Partilhei e partilho contigo coisas que só a mim deveriam dizer respeito mas que por excesso de carga emocional têm de ser partilhadas e és a pessoa ideal para isso. Hoje sei disso. Continuo fria e fraca? Sim, a vida deu-me razões para isso mas contigo eu consigo ser um pouco dócil (penso eu). Eu gosto de ti e não é como Romeu gostou da Julieta, nem como o Adão gostou de Eva. Eu gosto de ti à minha maneira e não à maneira deles. Gosto de ti deste jeito estranho que me faz ter vontade de estar contigo cada vez que me ouves, que me faz querer agarrar-te cada vez que olho para ti. Tenho medo de o dizer aos “olhos do mundo”? Muito, deixei de acreditar no sentimento a longo prazo e ainda ninguém me fez voltar a acreditar por isso aproveito o momento, o agora porque o depois dependerá dele. Não preciso de dizer que te amo à frente da multidão, tu sabes que o sinto. Não preciso que as pessoas saibam o quanto é forte o que sinto por ti, preciso que tu saibas e que me abraces cada vez que eu necessitar, que me acolhas nos teus braços quando eu nem precisar de dizer como estou. Não vou dizer que és o perfeito, o ideal, o para sempre pois para mim nada disso existe, nada disso é credível. Posso sim dizer que neste momento para mim és o melhor. Quando dás parte de ti para me ajudar, estar comigo, fazer-me rir nunca esperas nada em troca e é disso que eu preciso neste momento. domingo, 5 de junho de 2011
and the last one ♥
“Sai! A porta está aberta” - dizia eu enquanto uma lágrima forçava para sair. Foi a maior dor que senti até hoje. Desejei mais que tudo que naquele momento tu negasses, dissesses que não, que nada te puxava para fora, que nada fazia sentir-te bem do lado de lá da porta. O que a minha boca dizia, não era com todas as certezas que tenho, o que o meu coração queria. Mas naquele momento queria ir-me a baixo, queria chorar, queria gritar, queria sofrer, sozinha. Queria que me deixasses de vez, que não me magoasses de novo, pois ser magoada mais uma vez ia ser mau de mais e então reagi da forma mais impensável possível. Fiz com que me abandonasses, desta vez era eu que estava a fazer-me sofrer. Era preferível sofrer por culpa própria do que sentir que mais uma vez tivera sido magoada. Assim custaria menos, pensava eu irracionalmente. Repeti a minha frase mais uma vez, desta vez num tom mais baixo caindo uma lágrima, baixei a cabeça pois não queria que visses e foi então que comecei a pensar em tudo o que passámos juntos. Os passeios, os risos, as gargalhadas em praça pública, os abraços, as palavras lidas nos lábios de cada um como o “amo-te” que parece ter perdido sentido com o passar do tempo, as brincadeiras de meninos de 5 anos que não nos envergonhávamos de ter. Lembrei-me de tudo, e de tudo o que me lembrei tu estavas lá, tu o teu e o meu sorriso. E depressa o meu pensamento voltou à realidade e estávamos de novo juntos mas desta vez comigo a chorar, sem te olhar nos olhos, sem coragem de o fazer. E quando as palavras já nem eram pensadas nem ditas tu destes passos e eu senti que acabara ali e que poderia chorar à vontade. E podia, pois tu vieste até mim e mostraste-me que eu estava certa, que para lá daquela porta nada te faria feliz, nada te faria sentir bem, mostraste-me um amo-te verdadeiro deixando-me chorar à vontade e sem me deixar desta vez, ficando comigo ouvindo cada uma das minhas preces.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Se soubesses a falta que fazes falarias? Não falarias.

Se soubesses a falta que fazes falarias? Não falarias. Tu sabes que fazes falta, tu sabes quem eu sou, o que quero e do que gosto. Talvez por isso não fales, porque disse muitas vezes “não gosto de ti”, e não gostava, não gostava do teu rosto distante, sem querer saber, sem querer falar, sem querer desabafar, sem confiar. Gostava muito mais quando não te conhecia, pois não me sentia capaz de definir o que te ia por essa cabeça. Era tudo tão mais simples. Afinal por vezes mantermo-nos na ignorância até sabe bem. Não é bom, mas facilita mais as coisas, não conhecemos e adoramos. Partimos á descoberta e quando conhecemos queremos gostar mas parece que a porta para te conhecer se fecha. Decides esconder as tuas confidências porque não confias e é isso que me faz não gostar. Tentei muitas vezes querer saber de muito, mas as tuas respostas eram tipo telegrama, parecia que o preço da palavra estava caro e com juros máximos. Não te davas conta mas perdias-me assim. Não é um simples tocar de lábios que ajuda, não é um simples dar a mão que me faz sentir orgulhosa, precisei que amasses, que confiasses mas tu nem quiseste saber do que eu queria, parecia que eu pedia coisas impossíveis e irrealizáveis. Não sei onde vives, não sei o que sentias nem sei por onde andas. Já soube. Em tempos andavas em mim mas hoje não. Por isso se um dia sentires a minha falta, achas que eu falarei? Não, “não gostarei de ti”
quinta-feira, 24 de março de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Eternamente meu

Hoje sei a falta que fazes. O que eu queria que passasse depressa passou depressa de mais. Os últimos meses, os últimos momentos, as últimas palavras, as últimas conversas e ajudas no meio de risos e resmunguices. Pensei que custasse menos, pensei que nem custasse, pensei que acontecia e no momento seguinte estaria tudo normal. E seria assim se não te amasse, se não gostasse de ti como gostei, desculpa como gosto. Nunca me imaginei a dizer isto mas fazes falta, gostava de ti mais do que pensava, gostava de ti de uma maneira estranha, pois só soube disso quando tu foste com avisos prévios. Preparas-te o teu último momento, o teu último gesto, palavra e carinho. Nunca me hei-de esquecer daquele olhinho azul olhando-me por meros centésimos de segundo. Foi algo que me disse “gosto mesmo de ti” e foi aí que eu quis que tudo voltasse atrás, que tudo começasse de novo pois sabia que a dor ia chegar. E foi aí que eu não me senti preparada. Desculpa, não consegui ser como querias, não consegui manter a cabeça fria durante dois dias. As primeiras horas foram as mais fáceis, mas quando te vi de azul, a minha alma caiu e esteve com a tua por meros segundos e eu nem mover consegui. Forcei para que nada te contrariasse mas quem sou eu sem deixar transbordar os meus sentimentos, sou uma pessoa normal avô e sim tenho muitas saudades tuas e fazes-me muita falta.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Refúgio de ambos (26.02.2009)

Estou sentada no nosso lugar preferido. Este sítio era a nossa preferência das quartas-feiras à tarde. Éramos capazes de passar aqui uma tarde inteira sem dizermos uma única palavra. Os gestos valiam muito mais que isso. Eram momentos dignos de olhares e carícias especiais. Muitas vezes chamámos a este lugar de "o nosso refúgio". Estar aqui só traz-me saudades desses tempos.
Sentávamo-nos neste banco de pedra que tantas vezes tu dizias ser desconfortável, mas a companhia fazia esquecer pormenores. Olhávamos o infinito juntos e dizíamos que este lugar nunca ninguem nos iria tirar. Naqueles dias de vento para mim havia dois refúgios, o nosso e os teus braços e, embora fossem os dias menos bons, eram os meus preferidos. Esse vento fazia com que as árvores nos presenteassem com um belo espectáculo de dança e de cor. Hoje é mais um dia desses, mas sem a tua companhia não é especial. Não consigo ver a dança das árvores nem a cor pelas folhas secas transmitida. Contigo era diferente. Sentíamos o odor de cada coisa. Lembro-me de que um dia insististe comigo dizendo que o agradável cheiro viria de uma pequena flor que estava mesmo ao lado do banco, contradizendo-me. Hoje percebo o porquê daquela insistência, pois ofereceste-ma sem eu esperar. Ela era, como a nossa relação, tão frágil mas tão bela que ainda hoje a guardo no interior de um livro para lhe poder tocar enquanto penso em ti.
naquele lugar tudo parecia mágico. As tuas mãos pareciam transformar-se em algodão quando me tocavas. O teu sorriso parecia inédito, sendo cada vez mais contagiante. Os teus olhos brilhavam e iluminavam a minha alma deixando-me cada vez mais feliz por partilhar aquele lugar contigo. Saboreávamos os nossos lábios como se fosse a primeira vez que lhes tocássemos. As nossas conversas eram poucas e curtas pois não havia palavras para citar naqueles momentos. O tempo ali parecia que voava. Dissemos várias vezes que ele ia com o vento que me tocava nos cabelos e o fazia levantar-se, que passava por nós à velocidade máxima querendo todas as semanas bater um novo recorde.
Tenho saudades desses tempos em que olhávamos juntos, o final de cada dia com o sol caindo sobre a cidade. Tenho saudades de ti, dos teus abraços, do teu cheiro e até das tuas piadas que libertavam um riso profundo de ambos. tenho saudades de sentir o que sentia nesses dias. Mas o mais importante, tenho saudades de partilhar este lugar e este banco CONTIGO!
Quando chega a hora de dizer adeus (27.09.2008)
- Porque há um fim para tudo? Sim, digam-me porquê! Um dia, uma pessoa, mais sábia pela sua vivência, respondeu-me e disse-me que tudo tem um fim porque também há um início e que nós nos entristecemos mais pelo fim porque, na maioria das vezes, este é menos bom e porque não nos apercebemos da alegria e do valor que tem o inicio. Fiquei um pouco confusa com a sua frase e pedi que me exemplificasse. Ele respondeu ao meu pedido e perguntou-me:
- Quando nasce alguém como ficas?
-Contente.
-E como fica quando alguém falece?
-Muito mal, pior ainda se essa pessoa for conhecida.
Depois da minha resposta ele não disse nada, mas, ainda sem perceber, pedi mais um exemplo.
-quando começas uma relação a dois, um namoro, como ficas?
-feliz, muito feliz se essa relação for fruto de um amor verdadeiro. Então, fico sem palavras para a descrever.
-e quando esse amor verdadeiro desaparece e acaba a relação?
-muito to triste, aborrecida comigo mesma, por talvez não ter mostrado todo o que sentia da melhor maneira, irritada com a vida.
Foi quando comecei a perceber a resposta à minha pergunta e que este “sábio” me disse:
-deste conta das tuas respostas? Quando a acontece algo bom, usas poucas palavras, quase não lhe das a devida importância mas quando é algo mau sentes-te frustrada. As pessoas não gostam do fim por ser mau, mas sim e principalmente porque não valorizam o inicio.
Foi a partir dessas palavras e desse dia que comecei a dar mais valor ao inicio. Fosse inicio do ano, da estação, do dia, do namoro, da vida mas principalmente ao inicio de mim. Quando se dá o devido valor ao nosso inicio o nosso final será quase sempre algo memorável. Por isso, só tenho a dizer: dêem graças ao inicio porque ele é a vida e no que respeita ao fim … RECORDEM-NO!